Es tan surrealista que…

Eu não sou assim tão fria, cara. Um vinho e uma noite me aqueceriam perfeitamente, então por que não me chamas? Mesmo sóbria eu diria sim. Eu não sei se essa era sua intenção, mas seus espinhos não me afastam, apenas servem como imãs que me aproximam. Seria a dor um atrativo? Talvez — é, existem poucas coisas de que eu tenho certeza — eu esteja querendo me machucar quando me hipnotizo dessa forma por ti. Eu preciso saber que ainda consigo sentir essas coisas, entende o que eu quero dizer? Eu sei, eu sei, eu não posso exigir reciprocidade. Meu lado egoísta-filha-única-tirana entende isto… Está aí uma coisa aterrorizante: se, com o tempo, você passar a me enxergar como eu me vejo. Essa visão rude que tenho de mim mesma, essa insegurança típica, essa covardia paralisante, essa iludida totalmente lírica. Se tu pudesses enxergar o que vejo no espelho… Não faça do teu descaso uma rotina minha. Me ampare. Me agonia não ser quem tu sentes vontade de precisar. Me repare. Vem e me deixa te desfazer para te construir. Eu me quero de volta. 

“Es tan surrealista que deja de ser duro. Pasa a otro plano de ciencia ficción. Tan surrealista que ni siquiera puede llegar a herir tus sentimientos.”

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